domingo, 28 de fevereiro de 2010

Lições

Duas décadas de vida, e enquanto o tempo corria, as pessas sempre me perguntaram o que eu iria ser quando envelhecer; mas durante esse curto espaço de tempo eu sempre me perguntei: porque as pessoas achavam que eu queria envelhecer?
E foi durante esse tempo, esse pequeno espaço de tempo, que eu aprendi a guardar em mim tudo o que me faz bem, vivo por prazer e nunca por obrigação, vivo em eterna mutação, como um arranha céu que se constrói da base até o topo, eu vou adiante no ritmo que me convém, amando cada vez mais a simplicidade cotidiana.
Sou amante da vida, mas cada vez mais infiel, vou flertando com a morte.
amo a nescessidade de ter que se tomar decisões, ter certeza, ao mesmo tempo em que a certeza é inutil, e irrelevante.
Temos tempo, ainda que seja pouco, para transformar essa máteria abstrata que chamamos vida em uma obra-prima.
Vinte anos; é nesse curto, porém unico, espaço de tempo que me foi concedido que experimentei as mais diversas situações, dimensões e os mais distintos sentimentos, até mesmo aqueles os quais não conseguimos identificar pelo nome e sim pela sensação, e provei um pouco do que é a vida.
Foi sentado na calçada bebendo e rindo, foi cantando com o vento a mais bela canção daquele presente momento, foi me apaixonando, foi sofrendo e lutando, foi observando intensamente cada segundo de pôr do Sol no fim de uma tarde de verão, foi deixando o tempo me levar que foi assim que o tempo se foi, foi assim e assim será até aonde a vida me levar.

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